O PODER COMUNICADOR DO CORPO
Artigo publicado no XXII Simpósio Nacional de Educação Física: Educação Física, Esporte e Midi@: “O poder comunicador do corpo e o corpo no poder da comunicação”, Pelotas/RS, 2003, p. 222.
A CRIANÇA AUTISTA EM QUESTÃO: estudo das relações familiares e de uma intervenção psicopedagógica pela via corporal
Cibele dos Santos Xavier Karuline Dias de Oliveira Raquel Raupp Orientadores: Mara Lucia Salazar Machado, Ivan Basegio, Eliéte cristofolini, Jane Suely Dultra. Melgares Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil.
RESUMO O autismo, de acordo corn os critérios diagnósticos propostos no manual estatístico de doenças mentais, DSM IV-R, está compreendido dentro dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento que causam prejuízos severos e invasivos nas diversas áreas do desenvolvimento: dificuldade na interação social, na comunicação e padrão de comportamento. Estas são permanentes na vida do individuo, mas os sintomas podem melhorar corn urna intervenção eficaz e efetiva. 0 objetivo deste estudo foi verificar a situação familiar perante a síndrome do filho e a intervenção terapêutica psicomotora. A investigação desenvolvida na área da psicomotricidade, educação e terapia realizaram-se no projeto de extensão de psicomotricidade na Universidade Luterana do Brasil. A amostra foi composta por 3 crianças autistas e seus respectivos responsáveis. Realizou-se um trabalho descritivo corn a utilização de entrevista semi-estruturada, observações e fotografias. Categorias de analise: família após o diagn6stico; trajetória da criança autista no espaço psicomotriz. Resultados parciais do trabalho: ocorrência da desestruturação familiar (o luto perante a perda da criança "normal"), aceitação do filho autista, busca pelos melhores tratamentos, as intervenções pedagógicas, reconhecimento da sociedade (tão distante ainda devido à falta de informação) e o presente desenvolvimento da criança nas sessões de psicomotricidade (estas indispensáveis no aprimoramento das relações interpessoais, tendo a intervenção do facilitador na busca da criança autista para o mundo a sua volta e o seu desenvolvimento global, corno, por exemplo, simbólico, cognitivo e esquema corporal).
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